domingo, 27 de setembro de 2009

Rotina

Vou batendo no compasso
Tenho sempre um compromisso
Repetição sem acaso
Não sei do desconhecido

O tijolo não tem graça
Construção de ironia
O cimento é só uma pasta
Vida escura, desvalia

Não há nada nesse poço
É beleza esquecida
O céu azul fica fosco
O sol brilhante alucina

Vou assim, sendo forçado
no amor, um compromisso
Casamento amarrado
Dinheiro, conforto, filhos

Mas, não passa de exagero
Quem é vivo tem magia
Um tijolo é barro vivo
Se transforma em moradia

Quem ama sabe bem disso
Não escapa da rotina
Desafio para o homem
Reinventar todo dia.