quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ironia

A pobre da lagarta

É esmagada
É detestada

Devora toda folha

Escondida
Disfarçada

Só então que é lembrada
Quando em casulo adormece

Vira brinco pendurado
Na árvore que cresce

Quem falou da borboleta
Esqueceu daquela praga

Que nunca teve um sorriso
Foi motivo de desgraça

Só então, no fim da vida
Quantas cores borboleta!

Voa toda faceira
Esquece que foi a tal

Quem comeu toda a roseira.