quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nova rotina

Depois de um tempo, que parece tão longo, tão distante, aqui estou para escrever de forma direta, sem muito que rever.
Posso falar de muito, de qualquer coisa e é isso que exige esforço. Escolher UM entre tudo.
Poderia falar do que está na moda, da copa, da insuportável e absurda forma de expressão cultural, da vuvuzela, de um povo tão rico. Poderia falar dos movimentos de mídia, do "cala a boca Galvão" ou da guerra entre a poderosa Globo e o surtado Dunga. Poderia falar do café que estou bebendo ou do cigarro que estou fumando ou do livro que estou lendo. Ou poderia falar da psicanálise, do sofrimento humano, dos conflitos psíquicos. Poderia falar das crianças, de todos nós.
Mas, nada disso por enquanto importa aqui.
Estou com uma certa preguiça agora de escrever alguma poesia. De certo quando fico um tempo assim, é como se precisasse voltar devagar, aquecer até pegar o ritmo, a rima, a métrica. Coisas que aliás faltam muito a muitos poetas desse tempo, onde qualquer coisa é poesia. Mas, não é disso que vou dizer aqui também.

Escuto o jogo ao fundo em que desclassifica a Itália ao mesmo tempo que fito para a babá eletrônica quase que aguardando o despertar de minha pequena. Vinte e quatro dias se passaram desde sua vinda. As noites viraram do avesso e o sono é algo que precisou ser relativizado. A ansiedade e todas as mudanças que um bebê proporciona num pai estão em mim, pulsando o tempo todo.
O tempo aliás ficou menor do que já estava. Vou parando por aqui. Ela acordou.