sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Enquanto isso...

A vida não para aqui na terra mais alta longe do mar. Ela grita, chora, respira. A vida é intensa, se duplica, triplica, condensa. Por aqui, onde não tem ondas, nem areia, nem sal abafando o ar, a vida canta sem parar seu sonho de crescer.
O tempo, que é amigo do fim, estende sua longa mão acenando que a história não acabou, que há folhas em branco. pena e tinta. O tempo ainda não encontrou o fim.  As noites são longas e os dias claros. A vida se segue, se fere, se debruça nos sonhos e sem dó acorda o mundo num grito.
E as meninas da minha vida crescem, cada vez mais sem mim.
Me resta o retorno em mim, o que foi antes e será depois, minha vida em si. 
Enquanto isso, enquanto tem tempo, minhas meninas estão aí e eu por aqui, vivendo, empurrando a mão do tempo para a sombra da história.