sábado, 30 de março de 2013

Acorda!


É que não tem tempo não!
Já é tarde demais.
Corre, te apressa!

A vida te espera
Ali, sentada na tua esquina
Te decide
Sem medo,  vai logo!

Está tudo bem ainda 
Mas, vai que a vida desiste?
E te deixa perdido no caminho

Vai que ignora o tempo
E ele te passa depressa
Dentro de ti
E carrega tua vida

Te apressa rapaz!
Vê lá se ela ainda respira
Tua vida.

Esqueceu?
Sim, é tua.
Não faz isso não.
Sai dessa toca e vem ver

Aqui fora no mundo
A vida te espera
E vai agora!

Não precisa trocar de roupa
Vai a pé
Não ensaie, não pense
Vai lá aonde ela está!

É que não tem tempo não!







quarta-feira, 20 de março de 2013

Sete e Oito

Enquanto que a gota cai
Uma gota besta qualquer
Sabe-se lá de onde sai
Que cai aonde deus quiser.

Estranho é essa gota cair
Gota chamada de pingo
Que vem certo em mim explodir
Num silêncio de domingo

Acerta com força na testa
Respingo que vira susto
Interrompendo minha sesta

Tantos de preto em luto
Correndo para todo lado
Tá vivo! Só que eu escuto

A gota viveu o defunto




segunda-feira, 4 de março de 2013

Vida que brilha

E quando percebi, você já cresceu. Um pouco sim, mas o suficiente para largar a minha mão e ir sorrindo para junto dos seus. E ouvir outras histórias e falar da sua pequena vida de bonecas, de princesas, de lobo mau e de seu skate rosa.
Eu, que tentando ainda me fazer presente, te digo tchau, te chamo de flor. E você mais linda do que nunca, se vira e com um sorriso doce acena de longe. Minha deixa, vou embora para não atrapalhar sua pequena vida que só está começando.
Caramba!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sublimação

Quando acordo azedo feito limão
Faço de mim uma limonada
E, sem açúcar, me dou aos melhores amigos
Espalhando caretas
E recebendo sorrisos tortos
Entre resmungos que dizem: filho da puta!

Têm Fome de quê ?

Não escrevo por gosto não.
Se tanto parece triste, tem medo?
Se tudo isso parece pesado, não tenha preocupação.  As minhas palavras eu carrego sozinho.
Se assim parece pouco suave, é que eu prefiro o tombo que a monotonia do passo.

Pois se escrevo, não tem nada de gosto não. É pura necessidade.